A Lapa
tem muita história para contar. É um bairro popular com riqueza cultural e com
tradição boêmia no Rio de Janeiro, localizado no Centro da Cidade, dedicado à
cultura. Uma de suas obras marcantes é o Aqueduto da Carioca, mais conhecido
como os Arcos da Lapa, um ícone do Rio Antigo. A imponente construção em estilo
romano, hoje serve como viaduto de acesso aos bondes de Santa Teresa. A Lapa se
consagrou, também, pela dança e pela boa música na roda de samba, choro,
gafieira e maracatu e mistura a velha com a nova geração do bairro na noite
carioca.
É o lugar ideal para agregar variadas
manifestações musicais, como o “tecno”, o house e o funk, sem ofuscar
gêneros e artistas. Com sua arquitetura antiga, o bairro se firmou como atração
cultural, a pulsação da cidade. É um local muito movimentado
todas as noites, desde o happy hour, por volta das 18 horas, até o cair da madrugada.
Hoje,
quem procura diversão nesse lugar encontra um ambiente renovado, com uma nova
identidade visual. Nos últimos anos, a Prefeitura do Rio tem feito uma
revitalização cultural na Lapa, resgatando sua memória histórica e musical,
garantindo dessa forma a expansão do mercado cultural da cidade.
O número de bares e espaços culturais
se intensificou, marcando o mapa da cidade como opção de entretenimento e
lazer, onde a música brasileira tem predominância. Freqüentar a Lapa é ter oportunidade
de apreciar novos talentos, além de ser uma das noites mais animadas da cidade.
Sem contar a brasilidade na cozinha e no palco com as feijoadas mensais,
principalmente aos domingos, que muitas casas oferecem homenageando ícones da
música popular brasileira.
As ruas onde se encontram os
principais bares são: Rua do Lavradio, Av. Mém de Sá, Rua dos Arcos, Rua do Riachuelo, Rua Morais e
Vale, Av. Gomes Freire, Largo da Lapa e Praça João Pessoa. Algumas casas
funcionam, durante o dia, como antiquários, é o caso do Rio Scenarium
e do Emporium 100, e à noite, a música cai madrugada
adentro. As ruas da Lapa são consideradas um espaço multicultural
que, se por um lado os cariocas identificam suas origens, de outro os turistas
as incluem como programação imperdível.
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Diversão a baixo custo – programas
variados
para quem não tem dinheiro sobrando
Por Heloisa Brown
Em tempos de salário curto e do clima
de insegurança nas ruas, a população urbana reclama da falta de opção de lazer,
que está progressivamente migrando dos espaços abertos para as áreas
refrigeradas dos shoppings. Essa
mudança de ares, muito normal para a classe média e média alta tem-se
transformado num pesadelo para a população de baixa renda, para quem fica
difícil freqüentar os megacinemas, as praças de
alimentação e as áreas de lazer devido ao alto custo dessas atrações e à extensa
prole. O jeito, para muitos, tem sido trocar a diversão pelo barzinho mais
próximo, pela praia ou pelo piscinão, as opções mais
em conta.
Essa tendência pelos espaços comerciais também
tem sido responsável pelo esvaziamento de muitos centros culturais, que não
podem competir com as facilidades oferecidas pela indústria do lazer.
Preocupada como essa mudança, a Prefeitura do Rio de Janeiro tem buscado criar
nos diversos espaços culturais da cidade opções de lazer de graça ou a preços
populares, para que as pessoas de todas as classes possam conjugar lazer e
cultura sem se preocupar em gastar muito. Essa
Os
A consulta a essa programação pode ser
feita nos jornais de grande circulação, geralmente às sextas-feiras, na sede da
Prefeitura, na Cidade Nova, ou via site (www.rio.gov.br) ou ainda nos sites e folhetos dos centros culturais. A seguir,
destacamos alguns programas que podem ser encontrados em vários pontos da
cidade.
Enfim, não há mais desculpas para
perder as oportunidades de diversão cultural espalhadas pela cidade. È só escolher a que mais lhe agrada e partir
em direção ao conhecimento.
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Caixa Cultural RJ Av. Almirante Barroso 25,
Centro (2262-8152). FEDERICO GARCIA LORCA: PEQUENO POEMA INFINITO |
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FUNDAÇÃO
PLANETÁRIO
Rua Padre Leonel Franca 240, Gávea Preço: Entrada franca MUSEU INTERATIVO - Os
visitantes podem interagir com experiências sobre o sistema Terra-Lua, a evolução
estelar, o Sistema Solar, a Cosmologia e a pesquisa espacial, de terça a
sexta-feira, de 10h às 17h; sábados, domingos e feriados, de 15h às 19h, R$ 6, inteira e R$ 3, meia. SESSÕES DE PLANETÁRIO - Cúpula
Carl Zeiss, R$ 12, inteira
e R$ 6, meia, incluída a visitação ao Museu Interativo. Promoção aos sábados,
domingos e feriados, todos os visitantes pagarão meia-entrada. Planetário e
Museu Interativo: R$ 6; Museu Interativo: R$ 3. A meia-entrada é válida para
maiores de 60 anos, menores de 21 anos, professores e especialistas de
educação do município do Rio de Janeiro, estudantes e deficientes físicos. Na
garupa de Pégaso, público acima de 7 anos. De
Heleno Hauer, 40 minutos, sábados, às 17h30. ... E
a bruxa foi pro espaço, público acima de 5 anos. Desenhos de Daniel Azulay, 45 minutos, domingos e feriados, às 16h. O Projeto Científico, público acima de 6 anos. Ficção de
Alexandre Cherman, 40 minutos, sábados, às 16h;
domingos e feriados, às 17h30. Marte, público acima de 12 anos. Documentário
de Alexandre Cherman, Fernando Vieira e Luís
Guilherme Haun, 50 minutos, sábados, às 19h. Céu:
Mito e Realidade, público acima de 10 anos. Documentário de Fernando Vieira,
50 minutos, domingos e SANTOS DUMONT –
100 ANOS DO 14 BIS - feriados, às 19h.
Exposição “Santos Dumont – 100 anos do 14 Bis”, de terça a
sexta-feira, de 10h às 17h; e sábados, domingos e feriados, de 15h às 19h. No
Mezanino do Museu do Universo. Nos feriados e nos dias de tempo nublado ou
chuvoso não há. |
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Oi Futuro Rua Dois de Dezembro
63, Nível 7 (3131-3060). TERRA EM TRÂNSITO e RAINHA MENTIRA/QUEEN LIAR |
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TEATRO DO JOCKEY Rua Mário Ribeiro 410 Jardim
Botânico TEATRO ADULTO VAN GOGH – O AMARELO
AUMENTA TODOS OS DIAS - Direção de Ivan Leblon, com Carolina Kasting e Mauricio Grecco,
sextas-feiras, sábados e domingos, às 21h, R$ 25. NADA CONTRA - com Ana Paula
Novellino, Ana Ribeiro, Cláudio Amado, Éber Inácio, Eliza Pragana, Luca de Castro, Mario
Hermeto, Patrícia Pinho e Vinícius Messias. Estréia no dia 5. Quintas-feiras,
às 21h, R$ 15. |
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TEATRO MARIA CLARA MACHADO Rua Padre Leonel Franca 240 Gávea TEATRO INFANTIL CAVALO MÁGICO -
Direção e concepção de Flavio Souza, com Elisabeth Monteiro, Gustavo Barros e
Paulo Verlings. Estréia no dia 14. Sábados e domingos,
às 17h, R$ 15. TEATRO ADULTO ANÁTEMA – Estréia no
dia 6. Sextas-feiras e sábados, às 21h; domingos, às 20h, R$ 15. CATÁSTROFE DA BORBOLETA - Direção
de Gustavo Rocha, com Erlene Melo, Fernando Arze, Mariana Mordente, Marcela Lanna,
Natassia Vello e Zé Rescala. Estréia no dia 11. Quartas e quintas-feiras, às
21h, R$ 15. |
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Teatro Miguel Falabella. NorteShopping. Avenida Dom Hélder Câmara 5.332, Cachambi
(2595-8245). TEM GENTE Texto e interpretação de Flávio Medeiros e Mariana Zurc. Direção: Maíra Graber.
Esquetes sobre situações passadas no banheiro. Ter e qua,
às 20h. R$ 20. 12 anos. 70 min. Até 25 de abril. |
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TEATRO ZIEMBINSKI Rua Heitor Beltrão s/n , Tijuca INFANTIL O MÁGICO DE OZ –Adaptação
e direção de Cristiane Sanctos, Raphael
Miguel e Rodrigo Souza. Com Cristiane Sanctos,
Leandro Bertholini, Leonam
de Morais, Mariana Cônsoli, Nathália
Muniz, Raphael Miguel e Rodrigo Souza. Sábados e
domingos, às 17h, R$ 16. ADULTO RUA DOS SONHADORES – Texto de Renata Mizrahi e direção de Diego Molina, com Bruno Perlatto, Diego Molina, Elisa Pinheiro, Daniela Fontan e Renata Mizrahi. De
sexta-feira a domingo, às 20h, R$ 6. |
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LONA CULTURAL CARLOS ZÉFIRO Estrada Marechal Alencastro s/nº Anchieta TELEFONE 3355-4318 MÚSICA ROCK NA LONA – Show com
bandas de rock, dia 14, sábado, às 18h, R$ 6. DANÇA BAILE DA TERCEIRA IDADE –
Dia 27, sexta-feira, às 19h, R$ 10. TEATRO INFANTIL A PEQUENA SEREIA – Dia
1º, domingo, às 17h, R$ 6. ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS – Dia 15, domingo, às
17h, R$ 6. A FORMIGA FOFOQUEIRA – Dia 22, domingo, às 17h, R$ 6. OS MÚSICOS
DE BREHMEN – Dia 29, domingo, às 17h, R$ 1. CTEATRO ADULTO O CABARÉ SEM CENSURA
– Dia 13, sexta-feira, às 20h, R$ 10. |
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LONA CULTURAL ELZA OSBORNE Estrada Rio do A 220 Campo Grande TELEFONES 3406-8434 / 3406-8552. TEATRO INFANTIL BIA BEDRAN &
BANDA – Espetáculo Cabeça de Vento, dia 1º, domingo, 18h. R$ 20, os primeiros
400 pagam meia entrada. TEATRO OS
IMPROVISÁVEIS – Talk show, dias 6 e 27, sextas-feiras,
às 20h. R$ 10. Dia 14/4 - 21h. |
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LONA CULTURAL HERBERT VIANNA Rua Ivanildo
Alves s/n Preço: Entrada franca VIA SACRA NA LONA – Com
direção de Didi de Aquino e um elenco de 35C pessoas, dia 6, sexta-feira, às
18h30. MÚSICA ROCK NA LONA – Show com a banda EDILSONCUberro e mais duas bandas na abertura, dia 7, sábado, às 22h, R$
5. JOVENS DO AXÉ C
ERNESTO E CONVIDADOS – Show com o cantor, dia 8,
domingo, às 19h. |
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LONA CULTURAL HERMETO PASCOAL Praça 1º de Maio s/nº , Bangu TELEFONE 3332-4909 Preço: Entrada franca BATE LATA –CTEATRO
– De 6 a 10 anos, quintas-feiras, às 19h; COFICINAS Sextas-feiras, às 14h; OFICINAS
– R$ 30 DANÇA DE SALÃO – Terças-feiras, às 19h; TEATRO – De 11 a 16
anos, segundas-feiras, às 17h; sábados, às 8h e às 10h; TEATRO ADULTO –
Segundas-feiras, às 19h; sábados, às 13h; |
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LONA CULTURAL JOÃO BOSCO Avenida São Félix 601 Vista Alegre TELEFONE 2482-4200 PAIXÃO DE CRISTO – Com direção e
texto de Silvio Curty e produção executivaC de Duva Lopes, Joel Lana e Marcus
Vinicius, dia 6, sexta-feira, 20h. MÚSICA CALDOS & CANJAS – Roda de samba
com Luiz Carlos da Vila e convidados. Os caldos ficam por conta de Dona Jane,
esposa do poeta, que também apresenta um jiló empanado, dia 1º, domingo, 14h,
R$ 6. OS BRITOS - TRIBUTO AOS BEATLES – Show com George Israel, Guto Goffi, Nani Dias e Rodrigo
Santos. No repertório, sucessos da banda inglesa, e da MPB, dia 13,
sexta-feira, às 22h, R$ 16, |
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LONA CULTURAL SANDRA DE SÁ Praça do Lote 219 TELEFONE
2394-0175 Preço:
Entrada franca MÚSICA SARAU REPERIFERIA –
Dia 8, domingo, às 19h. SHOW DE MPB – Dia 22, Cdomingo, às 20h. TEATRO CONTAÇÃO DE
HISTÓRIA – Dia 15, domingo, às 17h.
OFICINAS TEATRO INFANTIL – Sábados, às 14h; TEATRO ADULTO – Quartas e
quintas-feiras, às 19h; CIRCO – Quintas-feiras, às 17h30; DANÇA DE SALÃO –
Sextas-feiras, às 19h; FUTEBOL – Terças, quartas, quintas e sextas-feiras, às
17h. |
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LONA CULTURAL TERRA Rua Marcos de Macedo s/nº Glória FOME DE MÚSICA – Show com a Banda Matriz, especializada em sucessosCMÚSICA dos anos 80. Dia 1º, domingo, às
21h. Colabore com 1kg de alimento não-perecível. FABIANO MEDEIROS – Show com
o músico de Guadalupe que mostrará todo o seu talento e repertório no palco
da Lona, dia 20, sexta-feira, às 21h, R$ 10. TEATRO INFANTIL ALICE NO PAÍS
DAS MARAVILHAS – A história da menina que corre atrás de um coelho branco e
vai CESTA BÁSICACparar num mundo de fantasia, dia
22, domingo, às 17h, R$ 6. EVENTO – Espaço aberto pra novos artistas
mostrarem seu talento, dia 29,
OFICINASCdomingo, às 18h. Colabore com 1 kg
de alimento não-perecível |
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Centros
culturais e museus |
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ARQUIVO GERAL DA CIDADE Rua Amoroso Lima 15 Cidade Nova Horários: Aberto ao público para
pesquisas de segunda a sexta-feira, de 9h às 17h30. Preço: Entrada franca O Arquivo Geral da Cidade do Rio de
Janeiro guarda antigas coleções de documentos e de personalidades do Rio
Antigo. |
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CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL Rua
Primeiro de Março, 66 Centro Terça a
domingo, 10h às 21h Exposição:
IMPRESSÕES ORIGINAIS: A GRAVURA DESDE O SÉC. XV até 29 de abri; SIRON FRANCO
até 6 de maio. |
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CENTRO CULTURAL DOS CORREIOS R. Visconde de Itaboraí, 20 Centro Terça a
dom. de 12h às 19h SELEÇÃO
DE ARTE CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA até 15 de abril. |
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CENTRO CULTURAL JOSÉ BONIFÁCIO Rua Pedro Ernesto 80 Gamboa EXPOSIÇÃO PARANGOLHAR - De
segunda a sexta, das 10h às 20h; sábado, das 10 às 17h. MÚSICA MATINÊ BONI
BLACK – Baile, com jovens que aprendem, gratuitamente, dia 21, sábado, de 16h
às 20h. |
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CENTRO CULTURAL ODUVALDO VIANNA
FILHO Praia do Flamengo
158 Preço: Entrada franca CICLO DE PALESTRA FILOSOFIA -
Com o professor Luiz Carlos de Oliveira e Silva que fará palestra sobre a
tragédia grega. Ésquilo, considerado o criador das tragédias gregas,
abordava, na peça Oréstia, o destino e a fatalidade
por meio da vontade divina e das paixões humanas. Inscrições no Castelinho do
Flamengo, de terça a sexta-feira, de 11h às 19h, dias 5, 12 e 26,
quintas-feiras, de 18h às 19h30. MÚSICA VIOLÕES CLÁSSICOS - Apresentação dos
violonistas André Trindade, Fábio Neves, Gabriel Novotny
e Vitor Budóia, bacharelandos da UFRJ. Dia 21,
sábado, às 17h. SARAU NO CASTELINHO - Reunião dos integrantes da Associação
de Violão do Rio para troca de experiências, idéias e informações. Traga seu
violão e participe, dia 7, sábado, de 15h às 18h. MIDIATECA Internet, vídeos,
DVD’s e conteúdos de artes visuais. O acesso ao acervo da Midiateca
do Castelinho é gratuito, de terça a sexta, de 10h às 20h. |
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CENTRO DE ARTE HÉLIO OITICICA Rua Luís de Camões 68 Centro O Centro, instalado num
prédio neoclássico do século XIX, preserva e divulga a obra de Hélio
Oiticica. Visitação de terça a sexta-feira das 11h às 19h; sábados, domingos
e feriados das 11h às 17h. |
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ECOMUSEU Rua das Palmeiras Imperiais s/n Santa Cruz Horários: Aberto ao público
de segunda a sexta-feira, de 9h às 17h. Preço: Entrada franca EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA
COMUNIDADE E MEIO AMBIENTE - No momento em que os cientistas de todo o mundo
revelam a situação preocupante das condições ambientais de nosso planeta, um
grupo de jovens da Zona Oeste arregaça as mangas e, através de fotografias,
mostra imagens da Mata Atlântica com a intenção de conscientizar a comunidade
na preservação do meio ambiente. |
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MEMORIAL GETÚLIO VARGAS Praia do Russel s/nº
Glória Horários: De terça-feira a domingo,
das 10h às 19h. Preço: Entrada franca Além de retratar a trajetória
do presidente da República que, ao se suicidar a 24 de agosto de 1954, mudou
a História do Brasil, o Memorial serve de núcleo para a reflexão política
sobre as cinco primeiras décadas do século 20 no Brasil. Uma exposição
permanente enfatiza a passagem de Getúlio pelo Rio de Janeiro, então capital
federal, onde viveu o momento mais importante de sua carreira política. Ao
lado da exposição há livraria, café e cinema. |
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MUSEU DA CIDADE Estrada de Santa Marinha s/nº Gávea Preço: Entrada franca ACERVO O vasto acervo do
Museu proporciona ao público informações sobre a história
da nossa cidade, desde sua fundação. O acervo está aberto ao público de terça
a sexta-feira, de 10h às 16h; sábados, domingos e
feriados, de 10h às 15h. EXPOSIÇÕES PAINÉIS DE GLAUCO RODRIGUES - Os painéis
retratam quatro personalidades brasileiras do século XIX e início do século
XX: o escritor Machado de Assis, o empresário Barão de Mauá, o prefeito
Pereira Passos e o médico Oswaldo Cruz. |
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PARQUE DAS RUÍNAS Rua Murtinho Nobre 169 Preço: Entrada franca TEATRO INFANTO-JUVENIL A
PRINCESA DE BAMBULUÁ – Grupo Arte e Manha, dia 15, domingo, às 11h. MÚSICA VERTENTES CARIOCAS - Orquestra Lunar - Formada por
mulheres ., dia 15, domingo, às 18h. Quarteto Repercussão, dia 29, domingo,
às 18h. MÚSICA NO MUSEU – Recital com o Trio Belas Artes,
dia 7, sábado, 11h30. EXPOSIÇÃO GRUPO PAREDE – curadoria de João Magalhães e
apresentação de Marisa Flórido. No dia 14, sábado,
haverá um debate sobre Intercâmbio Cultural na Cena Contemporânea, com João
Magalhães, mediador; Luiz Ernesto, professor da EAV do Parque Lage; Jaqueline Vojta, artista
plástica; Marcio Botner, diretor da galeria Gentil
Carioca; Walter Goldfarb, professor da EAV do
Parque Lage e Roberta Alencastro, diretora de
projetos de arte e cultura da Prefeitura do Rio/SMC,
dia 14, sábado, às 17h. |
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Teatro
municipal ORQUESTRA SINFÔNICA
BRASILEIRA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO - A Orquestra
Sinfônica Brasileira , que é patrocinada pela Prefeitura, fará este
mês quatro apresentações no Theatro Municipal,
Praça Floriano s/n, Cinelândia. 12, quinta-feira,
às 20h. Ônix Noturna Com Edvard Tchivzhel,
regência; Karen Gomyo, violino. Obras de Sibelius e Franck. R$ 12,
Turmalina Pianistas Com Sergei Babayan,
solista; Edvard Tchivzhel, regência. Obras de Rameau, Mozart, Prokofiev e
Stravinsky. R$ 15, Galeria; 28, sábado, às 20h. Ametista Noturna Roberto Minczuk, regência; Yamandú
Costa, violão. Obras de José Siqueira, Maurício Carrilho,
Wagner e R. Strauss. R$
12. 29, domingo, às 11h. Concertos da Juventude Roberto Minczuk,
regência; Yamandú Costa, violão. Obras de R. Strauss e Maurício Carrilho. R$ 1, preço popular. |
Rio cedia festival
internacional de documentários
Por Julianne
Gouveia
Aconteceu entre os dias 23 de março e
1º de abril o festival “É Tudo Verdade”, o maior evento dedicado a
documentários da América Latina. Foram exibidos 141 filmes no CCBB, no Odeon BR, no Centro Cultural da Justiça Federal, no Espaço
Oi Futuro e ainda no Ponto Cine Guadalupe. Crescendo mais a cada ano, a 12ª
edição do festival, contou este ano com filmes, exibidos em quatro capitais,
São Paulo, Brasília, Porto Alegre e Rio, além de Campinas.
Os
homenageados deste ano foram o cineasta polonês Krzysztolf
Kieslowski, diretor da famosa “Trilogia das Cores”, e
o documentarista Linduarte Noronha. A Retrospectiva
Kieslowski exibiu 17 documentários do diretor,
além de mais três filmes sobre sua vida e obra. A homenagem ao pernambucano Linduarte Noronha reuniu filmes dirigidos por ele e ainda
marcos da escola documental paraibana.
O
Festival apresentou duas competições brasileiras e duas internacionais, tanto
de longas quanto de curtas. O vencedor da competição
nacional levou R$ 100 mil.
A
mostra Hors Concours
contou com documentários de grande projeção que estavam fora da competição, mas
mereceram destaque especial, como os indicados ao Oscar deste ano “Iraque em
Fragmentos” e “Acampamento de Jesus”. O Estado das Coisas traz 17
recentes e importantes produções, como “11/9: A Verdade Urge” e “A Filha do
General”, um retrato da resistência da primeira presidente do Chile, Michelle Bachellet. A seção Horizonte
apresentou 7 filmes de linguagem cinematográfica diferenciada, tais como “Kobe”, produção alemã que através de imagens cruas e sons
naturais revela o cotidiano da cidade japonesa arrasada por um terremoto em
meados da década de 90. “Caroneiros”, de Martina Rupp, que reflete sobre a identidade do povo latino, é o
único documentário brasileiro do Foco Latino-Americano, mostra com 7
recentes produções latinas.
Brasileiros
inéditos
“Handerson e
as Horas”, de Kiko Goifman,
“Histórias do Rio Negro”, de Luciano Cury, “O Mundo
O festival também vai levar às salas
brasileiras o melhor dos festivais franceses e do IFDA///, o maior competição
de documentários do mundo. O jurado internacional Jay
Rosemblatt também ganhou uma mostra com alguns de seus curtas experimentais.
Os filmes mais esperados do É Tudo
Verdade é a produção americana “Fabricando Polêmica – Desmascarando Michael Moore”, de Debbie Melnyk e Rick Caine.
O longa, de 77 minutos, destrincha os artifícios não
tão realísticos utilizados pelo maior documentarista americano da atualidade em
grandes produções como “Farenheit: 11 de Setembro”
(2004) e “Tiros em Columbine” (2003), que incluem
manipulação de situações e caprichosas edições. Entre os documentários
nacionais, o destaque fica para cinebiografia “Maria
Bethânia – A Pedrinha de Aruanda”, de Andrucha Waddington, que retrata
a vida da cantora em momentos privados, entre amigos e familiares.
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Ajornal
Por Fábio
Jardim
Segundo o jornal O Dia, que
considerou o evento da passeata, direito garantido pelo cidadão, para cobrar
dos seus governantes proteção e zelo, o “confronto” entre crianças e adolescentes
e os truculentos policias, dos quais, segundo o jornal, três ficaram feridos
contrapondo com outros três adolescentes detidos.
Embora o que se via no início
da passeata eram grupos de adolescentes com tambores, cartazes e animação, numa
inocente intenção de promover um agito no centro da cidade, em sua principal
avenida comercial, chamando assim a atenção da opinião pública, para a decisão
judicial, publicada no Diário Oficial do Estado na última quinta-feira, que
considerou o passe-livre inconstitucional. A medida do Tribunal de Justiça
atendeu a uma ação das empresas de ônibus do estado.
Confesso que até eu, que vos
escrevo não estava sabendo de tal decisão que no mínimo me indigna.
Segundo a assessoria de
imprensa da Federação das Empresas de Transporte, que vem aumentando as
passagens nos últimos anos, acima do valor legal - empresas viciadas em lucrar e acumular riqueza
- o objetivo não é acabar com o direito dos estudantes, mas garantir que os
custos de suas passagens sejam pagos pelo Estado, e não pelas empresas. A
prefeitura do Rio defende o benefício, além de conceder periodicamente os
aumentos abusivos.
Tais jornais assim como a
policia, funcionários desse sistema formado para poucos, preferem discutir a
menor idade penal, matando assim dois “coelhos com uma cajadada”, acuando o
jovem, em seu vigor cívico, seu esplendor e a coragem da sua rebeldia, além de
afastar as atenções, desviando os olhares das manipulações, até do próprio
jornal em questão.
É importante por em pauta a
questão da violência urbana que surge de todos os lados; de um o poder que não
permite questionamento, utilizando de força para
incitar medo; de outro a falta de educação com seu ensino precário e suas
escolas despreparadas. Ainda assim resolvem dificultar ainda mais o acesso ao
ensino, que já a muito tempo é considerado moeda
valiosa, aumentam as possibilidades de criarem jovens marginais, sem
perspectivas nenhuma de vida e sem nada a perder, e com sorte com uma arma na
mão para se defender do cacete do guarda e sentir também o gostinho do poder de
deixar o outro com medo, acuado.
Espalhados pela cidade são uma
ótima opção para quem quer se divertir
Por Joanna Amparo Sant
´Anna
Quem nunca parou num barzinho para tomar um chope
depois do trabalho, curtir um happ-hours, bater papo com amigos e até mesmo para paquerar
?
Ponto de encontro de pessoas de todas
as tribos, idades e credos, os bares agitam o Rio de Janeiro de segunda a
segunda e “distribuem” diversão por todos os pontos da cidade. Da revitalizada
Lapa à Barra, do Centro à Zona Norte, não faltam bares interessantes. Para
atrair cada vez mais clientes e atender as expectativas do
seus públicos, os bares possuem as mais variadas formas e estilos,
oferecendo diversas atrações, bebidas e petiscos.
Na Zona – Norte o bar do Adonis , na Rua São Luiz Gonzaga em Benfica, lota principalmente
nos finais de semana. O chope da casa viaja por uma serpentina de
Na Barra da Tijuca, o Bar do Oswaldo é ponto de partida para os
cariocas que irão curtir as inúmeras boates que localizam-se
no bairro. As batidas são a marca da casa e totalizam treze sabores, como coco,
maracujá, amendoim, chocolate e limão, servidas em copos de 180 ml, ou garrafa
de um litro.
Outro destaque é o Cervantes, na
Avenida Prado Júnior, no Leme, que há 51 anos é um porto seguro para os
boêmios, destaca-se pelos sanduíches saborosos, preparados com impressionante
rapidez. O atendimento é feito no salão e no balcão, indicado para os fumantes.
O mais pedido é o de filé mignon com queijo e
abacaxi. O chope Brahma e a caipirinha refrescam as noites do público.
Alguns dos bares mais tradicionais
ficam no Centro do Rio. É o caso do Amarelinho, que fica na Cinelândia. Com
mais de oitenta anos, atrai público eclético, de estudantes a engravatados e em
datas cruciais para a política da lugar a
concentrações e protestos.Para acompanhar o chope Brahma, frango à passarinho ou porção de carne-seca com aipim. No segundo
andar, festas com DJs, às sextas-feiras, a partir das
19h. O Carioca da Gema, na Lapa, é a receita de boa música ao vivo
principalmente samba e choro, e junto com as comidas e bebidas lotam a casa. Na
programação fixa tem roda de samba com Paulão 7 Cordas e o cantor Rhichah, às segundas; o grupo Tempero Carioca, às quartas;
e Teresa Cristina e o Grupo Semente, às sextas. Para repor as energias,
bolinhos de carne-seca com catupiry e abóbora
vendidos a unidade.
Na Zona – Sul a quantidades de
bares é enorme e fica até difícil escolher alguns para
listar. Entre os mais antigos, mas sempre famosos está o Jobi,
no Leblon. A casa que tem mais de cinqüenta anos, foi eleita o melhor barzinho
pelos jurados da Revista Veja RIO, e venceu sozinho duas
importantes categorias – boteco e saideira.
Além de ter empatado no quesito chope com o novato Botequim Informal. Uma
parcela do tal "carisma" da casa é fruto do bom atendimento e da boa
cozinha. O cardápio reserva delícias para qualquer grau de fome. Do bolinho de
aipim com carne-seca e catupiry à farta porção de
carne-de-sol com aipim. Tudo acompanhado, obviamente, pelo chope bem tirado. Mas
o melhor é que a casa não fecha antes das 4 da manhã, se tiver gente nas mesas.
"Nós não jogamos água no pé de ninguém e servimos mais de uma saideira", diz Manoel, um dos donos do bar. A atriz Dira Paes, eleitora convicta, confirma: "Pode ir que
vai estar aberto". Com certeza. Outro famoso na região é o Belmonte. A
casa na Praia do Flamengo deu origem à consagrada rede de botequins, que tem
filiais no Leblon, Ipanema, Jardim Botânico, Copacabana e Lapa.Petiscos típicos
de boteco dividem a preferência com opções exóticas, como o javali aperitivo.
Por Diego
Rufino
Sacha Baron Cohen é
um comediante inglês de 35 anos de idade. Formado pela, Universidade de
Cambridge e ficou conhecido por sua série de tv de “Da ali G
Show”, produzida pelo canal HBO. Onde interpreta o rapper branco Ali G, o fashionista austríaco Bruno e, ele, o repórter cazaque Borat Sagdiyev.
Este último elevou a sua carreira a um novo patamar através do documentário de
mentira “Borat – O Segundo
Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América”. A sua atuação
rendeu um Globo de Ouro na categoria de Melhor Ator de Comédia ou Musical.
O
filme possui elementos de comédia, do humor sutil ao escatológico. Logo na
abertura do filme Borat mostra o Cazaquistão como
sendo país habitado por misóginos, anti-semitas, deficientes mentais,
incestuosos, estupradores e prostitutas. O destaque fica pra quando Borat apresenta a sua própria irmã, sem antes lhe dar um
beijo na boca e destacar que ela é 4ª maior prostituta do Cazaquistão. Mas,
logo em seguida, Borat é enviado para os Estados
Unidos, pelo Ministério das Comunicações, junto com seu parceiro Azamat Bagatov, para filmar um
documentário sobre a cultura americana com o objetivo de melhorar o seu país de
origem.
Nos EUA ele tenta de todas formas
manter contato com a população, mas acaba sendo hostilizado ao tentar beijar as
pessoas no meio da rua. Mas, é lá que ele acaba se apaixonado pela atriz Pamela Anderson, e decide cruzar o país em busca do seu
novo amor. Dá aí pra frente, as confusões vão aumentando exponencialmente. E Borat consegue mostrar o seu maior talento, fazer com que
as pessoas mostrem os seus preconceitos de maneira natural. Durante a sua
jornada, o repórter cazaque,
consegue cutucar as feministas, tirar sarro dos judeus – dando à impressão que
são monstros assassinos com chifres -, negros, religiosos, gays e texanos.
O auge da viagem é quando Borat é convidado pra cantar o hino nacional dos Estados
Unidos, em um rodeio, no Texas. Ele insufla a platéia com dizeres sobre a
guerra do Iraque, desejando que o presidente Bush beba o sangue de cada homem,
mulher ou criança iraquiana. Mas o êxtase da platéia se transforma em ódio,
quando ele usa a melodia do hino nacional americano pra cantar uma música em homenagem
ao seu país natal.
“Borat – O
Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América” é uma
comédia, porém, consegue levantar algumas questões interessantes. Como Sacha
não tem medo de fazer humor, acaba trazendo à tona discussões sobre o
politicamente correto, a liberdade de expressão, racismo e preconceito,
simplesmente expondo a opinião de pessoas comuns. Mas a polêmica envolvendo o
governo cazaque
foi o principal combustível do filme.
Como é realmente o Cazaquistão?
O
filme chegou a ter a sua exibição proibida nos cinemas do Cazaquistão. Esta
ex-republica soviética, que possui parte de seu território na Ásia e outra
pequena parte na Europa. O país vive quase que unicamente do petróleo. Nursultan A. Nazarbayev é o presidente eleito do país desde de 1991,
pesam sobre ele acusações de fraude eleitoral e cerceamento de liberdades
civis. O governo cazaque
também anunciou que iria processar Sacha Baron Cohen,
mas acabou voltando atrás e decidiu investir em uma forte campanha de marketing,
tentando mostrar que o Cazaquistão é exatamente o oposto do país mostrado por Borat. O irônico da situação é que todos saíram ganhando na
polêmica Borat x Cazaquistão. Cohen conseguiu
emplacar um sucesso de proporções mundiais, o DVD do filme é sucesso até no
Cazaquistão, batendo recordes no site de vendas Amazon. Por outro lado, o Cazaquistão se beneficiou ao
conseguir um espaço na mídia mundial. O Governo chegou a lançar um anúncio
publicitário de quatro páginas no “The New York Times”. Ou seja, o humor, bem feito, acaba sendo
benéfico para todos.
Rio de Janeiro: O Filme
Uma visão sobre o universo
carioca ainda não explorado cinematograficamente
Por Luiz Alexandre
Uma certa insatisfação me vem quando
vejo o cinema brasileiro. Não que ache que faltem filmes de qualidade, e não
tenho aquela visão preconceituosa e datada de que “cinema brasileiro só tem
baixaria”. Ao contrário, acho que a baixaria é um elemento que pode ser muito
divertido, e é uma coisa que muito nos agrada, desde que não nos envolva
(aliás, muitos sentem falta das baixarias, mas isso não vem ao caso). É
interessante também que companhias de cinema do Rio de Janeiro têm desenvolvido
obras interessantes e muito bem acabadas, sem deixar a
desejar graficamente, como o filme Redentor.
Mas, sinto que a cidade ainda não foi
explorada como devia. Aliás, acho que existem certos gêneros cinematográficos
que deviam ganhar certa relevância no cinema, e o Rio poderia servir de cenário
para muitíssimas delas. Afinal, é a cidade brasileira com maior exposição no
mundo, que atrai milhares de negócios e turistas, de todo o planeta, e onde
todos os grandes acontecimentos ganham destaques em todo o país. São Paulo pode
tentar o quanto quiser, mas o Rio de Janeiro ainda é o grande cartão postal, a
janela para os estrangeiros.
Por exemplo? O cinema policial e de
ação. Temos a polícia que mais mata, as manchetes policiais continuam sendo as
mais procuradas, convenhamos que inspiração é o que não falta. Poderiam
explorar mais as origens de organizações criminosas, como o Comando Vermelho
(algo que, ao que me parece, foi feito no filme Quase Dois Irmãos), algo sobre as milícias, os jovens de classe
média se engalfinhando em boates, os mesmos muitas vezes envolvidos no tráfico
de drogas, prostitutas, malandros, favelas, enfim, uma série de elementos. Se
eles filmaram a vida de gente como Al Capone, porque não filmarmos dos nossos mais temidos foras-da-lei? Eu acredito que uma cinebiografia
de Zé do bigode, falecido membro do
Comando Vermelho, poderia ser tão fascinante quanto clássicos do cinema
americano. Se existem filmes de mafiosos, filmes de tríades e de yakuzas, porque
não mais obras falando da vida de traficantes? Acho que Cidade de Deus funcionou muito bem como um misto de cinema de cunho
social misturado com popular, acredito que é um universo que pode ser explorado
ainda mais. Honestamente, acho que o “cinema de macho” brasileiro pode fazer
bonito tanto no mercado brasileiro quanto no internacional. Afinal, se o
público das TVs a cabo têm gostado da performance do policial Vicky Mackey (interpretado por
Michael Chiklis)
Há alguns anos atrás li uma entrevista
com o diretor Jorge Furtado (diretor de filmes elogiados como O Homem
que Copiava) onde dizia não entender a falta de investimento no cinema
voltado ao público adolescente, afinal, são os adolescentes a maior parte dos
espectadores. Acredito que algumas mudanças ocorreram desde então, existe uma
maior segmentação no mercado brasileiro, mas me pergunto: E os jovens cariocas?
Só são abordados os dramas dos moradores de favelas, e seus conflitos em se
manterem livres ou não do tráfico, mas os conflitos internos, menos dramáticos,
mas sempre tão fascinantes, já que todos os experimentam em algum momento da
vida? Desde comédias, a dramas e até mesmo (por que não?) suspenses e filmes de
terror, poderiam ser muito bem recebidos, embora com estranhamento inicial.
O Rio é um lugar sem igual. Onde a
feiúra e a beleza se enfrentam todos os dias, onde o caos e a criação vivem
lado a lado, que encanta, apaixona, assusta, cativa. Berço de histórias
surreais, de amor e de ódio. Só mesmo sendo cego para não notar isso. E digo
mais: temos inspiração para transformar o Rio num lugar tão surreal quanto Nova
Iorque, no mundo fantástico da ficção. Só falta agora um certo império parar de
investir em “especiais de TV cinematográficos” e rezar para que diretores de
talento e com idéias realmente interessantes ganhem mais espaço (e dinheiro)
para a realização desse projeto.
Talvez ao ler o texto, você possa
estar pensando: ”Mas então você quer copiar Hollywood? Isso é inviável!”. Mas
claro que é inviável, mas não é apenas em Hollywood que vem em minha mente. O
cinema italiano, por exemplo, era conhecido com “cinema de cópia”, sempre
fazendo versões “carcamanas” de sucessos americanos,
mas eles sempre o fizeram de uma maneira bem própria, criando clássicos por
seus próprios méritos. É só olharmos para os seus clássicos faroestes. Eles
pegaram um gênero 100% norte-americano e desenvolveram obras únicas, em muitos
casos superiores. Qualquer um que assiste Três
Homens em Conflito, de Sérgio Leone, ou Keoma, de Enzo Castellari, sabe o quão
interessantes e únicos os spaghetti westerns são. Uma vez que li que ninguém faz um filme
de samurais igual a um japonês, assim como ninguém faz um filme de cowboys como um italiano. E embora o gênero esteja
praticamente morto (embora Castellari planeje
voltar), deixou sua marca no cinema mundial. E acho que nós podemos fazer o
mesmo, se tentarmos com vontade.
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A gastronomia do Rio de Janeiro reflete as variadas
influências que a cidade recebeu e ainda recebe, tanto de outros Estados quanto
de estrangeiros que vieram para cá no decorrer do tempo. Um dos lugares que
consegue reunir esta diversidade cultural é o Centro Luiz Gonzaga de Tradições
Nordestinas, onde funciona a tradicional Feira de São Cristóvão. O programa
atrai cerca de 450 mil visitantes por mês, entre turistas e cariocas. Com
entrada gratuita, a Feira oferece 35 restaurantes da culinária nordestina.
Entre os pratos típicos estão, Carne de Sol, Macaxeira, Buchada, Arroz de Leite
e Feijão Verde.
A Feijoada é reconhecida não só como um prato carioca, mas
sim como parte integrante da culinária nacional. A explicação mais difundida
sobre a origem da Feijoada é a de que os senhores das fazendas de café, das
minas de ouro e dos engenhos de açúcar davam aos escravos os
"restos" dos porcos presentes em seus banquetes. O cozimento desses
ingredientes, com feijão e água, teria feito nascer a receita. O prato pode ser encontrado na Casa da Feijoada, localizada em Ipanema.
A comida mineira também faz sucesso no Rio de Janeiro. O
cardápio inclui Carne Seca na Moranga, Farofa, Leitão a Pururuca, Bolinho de
Aipim e o tradicional Pão de Queijo. O restaurante À Mineira consegue reunir os pratos típicos da região.
O churrasco também tornou-se uma
opção muito requisitada pelos cariocas. Devido a
influência dos imigrantes italianos e alemãs, o Sul virou pioneiro no consumo
de carnes grelhadas complementadas por saladas e variados acompanhamentos, como
polenta e agrião.
Não se pode esquecer a inegável mudança que os colonizadores
portugueses causaram nos hábitos alimentares do brasileiro. Entraram para o
cardápio a bacalhoada, comida nacional de Portugal, que pode ser feita de 365
maneiras diferentes, as sardinhas e os frutos do mar, que também passaram a ser muito apreciados. Entre os restaurantes mais populares
estão o Adegão Português e o Bar Luiz.
As sobremesas
baseadas na gema de ovo, como doces, bolos e pudins, também podem ser
facilmente encontradas nos restaurantes e padarias cariocas.
Com certeza, fome é
que o carioca não vai passar.