CRIA_DE_NOTÍCIAS

Jornal Digital Experimental dos Alunos
do 5º Período de Comunicação Social da

Universidade Candido Mendes – Unidade Tijuca

 

 

No. 2 – Ano 1 – 2ª. Ed – 16 de abril de  2007

CULTURA E LAZER NO RIO DE JANEIRO

 

Música na Lapa

 

Por Cristiane Siqueira     

 

A Lapa tem muita história para contar. É um bairro popular com riqueza cultural e com tradição boêmia no Rio de Janeiro, localizado no Centro da Cidade, dedicado à cultura. Uma de suas obras marcantes é o Aqueduto da Carioca, mais conhecido como os Arcos da Lapa, um ícone do Rio Antigo. A imponente construção em estilo romano, hoje serve como viaduto de acesso aos bondes de Santa Teresa. A Lapa se consagrou, também, pela dança e pela boa música na roda de samba, choro, gafieira e maracatu e mistura a velha com a nova geração do bairro na noite carioca.           

É o lugar ideal para agregar variadas manifestações musicais, como o “tecno”, o house e o funk, sem ofuscar gêneros e artistas. Com sua arquitetura antiga, o bairro se firmou como atração cultural, a pulsação da cidade. É um local muito movimentado todas as noites, desde o happy hour, por volta das 18 horas, até o cair da madrugada.

Renovação da Lapa Antiga

Hoje, quem procura diversão nesse lugar encontra um ambiente renovado, com uma nova identidade visual. Nos últimos anos, a Prefeitura do Rio tem feito uma revitalização cultural na Lapa, resgatando sua memória histórica e musical, garantindo dessa forma a expansão do mercado cultural da cidade.

O número de bares e espaços culturais se intensificou, marcando o mapa da cidade como opção de entretenimento e lazer, onde a música brasileira tem predominância. Freqüentar a Lapa é ter oportunidade de apreciar novos talentos, além de ser uma das noites mais animadas da cidade. Sem contar a brasilidade na cozinha e no palco com as feijoadas mensais, principalmente aos domingos, que muitas casas oferecem homenageando ícones da música popular brasileira.

As ruas onde se encontram os principais bares são: Rua do Lavradio, Av. Mém de Sá, Rua dos Arcos, Rua do Riachuelo, Rua Morais e Vale, Av. Gomes Freire, Largo da Lapa e Praça João Pessoa. Algumas casas funcionam, durante o dia, como antiquários, é o caso do Rio Scenarium e do Emporium 100, e à noite, a música cai madrugada adentro. As ruas da Lapa são consideradas um espaço multicultural que, se por um lado os cariocas identificam suas origens, de outro os turistas as incluem como programação imperdível.

 

 


Diversão a baixo custo – programas variados
para quem não tem dinheiro sobrando

 

 

Por Heloisa Brown

 

Em tempos de salário curto e do clima de insegurança nas ruas, a população urbana reclama da falta de opção de lazer, que está progressivamente migrando dos espaços abertos para as áreas refrigeradas dos shoppings. Essa mudança de ares, muito normal para a classe média e média alta tem-se transformado num pesadelo para a população de baixa renda, para quem fica difícil freqüentar os megacinemas, as praças de alimentação e as áreas de lazer devido ao alto custo dessas atrações e à extensa prole. O jeito, para muitos, tem sido trocar a diversão pelo barzinho mais próximo, pela praia ou pelo piscinão, as opções mais em conta.

 Essa tendência pelos espaços comerciais também tem sido responsável pelo esvaziamento de muitos centros culturais, que não podem competir com as facilidades oferecidas pela indústria do lazer. Preocupada como essa mudança, a Prefeitura do Rio de Janeiro tem buscado criar nos diversos espaços culturais da cidade opções de lazer de graça ou a preços populares, para que as pessoas de todas as classes possam conjugar lazer e cultura sem se preocupar em gastar muito. Essa programação cultural a preços populares tem crescido em muitos segmentosdança, exposições, cinema, música, teatro, proporcionada por centros culturais federais, municipais, particulares, museus, fundações beneficiados pelas leis de incentivo à cultura que aproximam as empresas parceiras dessas instituições e permitem que elas cumpram sua função social como fomentadoras de cultura e preservação do patrimônio histórico.

Os locais de maior concentração desses espaços alternativos são o Centro da cidade e a Zona Sul. Entre os mais disputados e com uma programação diversificada estão o Centro Cultural do Banco do Brasil, Centro Cultural dos Correios, ambos na Candelária. O Teatro Municipal exibe espetáculos de música, dança e ópera a R$1,00, uma vez por mês, aos domingos. É preciso ficar atento aos jornais e telejornais ou à bilheteria, se houver possibilidade, para descobrir datas das próximas apresentações, pois a procura é grande. Contudo, há lonas culturais, museus  e bibliotecas públicas também pela Zona Norte e Oeste, onde se pode ter acesso a uma programação de qualidade.

A consulta a essa programação pode ser feita nos jornais de grande circulação, geralmente às sextas-feiras, na sede da Prefeitura, na Cidade Nova, ou via site (www.rio.gov.br) ou ainda nos sites e folhetos dos centros culturais. A seguir, destacamos alguns programas que podem ser encontrados em vários pontos da cidade.

Enfim, não há mais desculpas para perder as oportunidades de diversão cultural espalhadas pela cidade.  È só escolher a que mais lhe agrada e partir em direção ao conhecimento.

 

 


Teatro

Caixa Cultural RJ

Av. Almirante Barroso 25, Centro (2262-8152).

FEDERICO GARCIA LORCA: PEQUENO POEMA INFINITO
De José Mauro Brant e Antonio Gilberto. Direção: Antonio Gilberto. Com José Mauro Brant. A vida do poeta espanhol Federico Garcia Lorca.. Qua a dom, às 19h30. R$ 10. 12 anos. 75 min. Até 8 de abril.

FUNDAÇÃO PLANETÁRIO

Rua Padre Leonel Franca 240, Gávea

 Preço: Entrada franca

 MUSEU INTERATIVO - Os visitantes podem interagir com experiências sobre o sistema Terra-Lua, a evolução estelar, o Sistema Solar, a Cosmologia e a pesquisa espacial, de terça a sexta-feira, de 10h às 17h; sábados, domingos e feriados, de 15h às 19h, R$ 6, inteira e R$ 3, meia. SESSÕES DE PLANETÁRIO - Cúpula Carl Zeiss, R$ 12, inteira e R$ 6, meia, incluída a visitação ao Museu Interativo. Promoção aos sábados, domingos e feriados, todos os visitantes pagarão meia-entrada. Planetário e Museu Interativo: R$ 6; Museu Interativo: R$ 3. A meia-entrada é válida para maiores de 60 anos, menores de 21 anos, professores e especialistas de educação do município do Rio de Janeiro, estudantes e deficientes físicos. Na garupa de Pégaso, público acima de 7 anos. De Heleno Hauer, 40 minutos, sábados, às 17h30. ... E a bruxa foi pro espaço, público acima de 5 anos. Desenhos de Daniel Azulay, 45 minutos, domingos e feriados, às 16h. O Projeto Científico, público acima de 6 anos. Ficção de Alexandre Cherman, 40 minutos, sábados, às 16h; domingos e feriados, às 17h30. Marte, público acima de 12 anos. Documentário de Alexandre Cherman, Fernando Vieira e Luís Guilherme Haun, 50 minutos, sábados, às 19h. Céu: Mito e Realidade, público acima de 10 anos. Documentário de Fernando Vieira, 50 minutos, domingos e  SANTOS DUMONT – 100 ANOS DO 14 BIS - feriados, às 19h.  Exposição “Santos Dumont – 100 anos do 14 Bis”, de terça a sexta-feira, de 10h às 17h; e sábados, domingos e feriados, de 15h às 19h. No Mezanino do Museu do Universo. Nos feriados e nos dias de tempo nublado ou chuvoso não há.

Oi Futuro

Rua Dois de Dezembro 63, Nível 7 (3131-3060).

TERRA EM TRÂNSITO e RAINHA MENTIRA/QUEEN LIAR
Texto e direção Gerald Thomas. Com Fabiana Gugli e elenco. Na primeira peça, cantora de ópera enlouquece ouvindo um discurso de Paulo Francis. Na segunda peça, os atores lidam com tragédias históricas como o Holocausto Sex a dom, às 19h30. R$ 10. 100 min. 16 anos. Até 27 de maio.

TEATRO DO JOCKEY

Rua Mário Ribeiro 410 Jardim Botânico

TEATRO ADULTO VAN GOGH – O AMARELO AUMENTA TODOS OS DIAS - Direção de Ivan Leblon, com Carolina Kasting e Mauricio Grecco, sextas-feiras, sábados e domingos, às 21h, R$ 25. NADA CONTRA - com Ana Paula Novellino, Ana Ribeiro, Cláudio Amado, Éber Inácio, Eliza Pragana, Luca de Castro, Mario Hermeto, Patrícia Pinho e Vinícius Messias. Estréia no dia 5. Quintas-feiras, às 21h, R$ 15.

TEATRO MARIA CLARA MACHADO

Rua Padre Leonel Franca 240 Gávea

TEATRO INFANTIL CAVALO MÁGICO - Direção e concepção de Flavio Souza, com Elisabeth Monteiro, Gustavo Barros e Paulo Verlings. Estréia no dia 14. Sábados e domingos, às 17h, R$ 15.

TEATRO ADULTO ANÁTEMA – Estréia no dia 6. Sextas-feiras e sábados, às 21h; domingos, às 20h, R$ 15.

CATÁSTROFE DA BORBOLETA - Direção de Gustavo Rocha, com Erlene Melo, Fernando Arze, Mariana Mordente, Marcela Lanna, Natassia Vello e Zé Rescala. Estréia no dia 11. Quartas e quintas-feiras, às 21h, R$ 15.

Teatro Miguel Falabella.

NorteShopping. Avenida Dom Hélder Câmara 5.332, Cachambi (2595-8245).

TEM GENTE Texto e interpretação de Flávio Medeiros e Mariana Zurc. Direção: Maíra Graber. Esquetes sobre situações passadas no banheiro. Ter e qua, às 20h. R$ 20. 12 anos. 70 min. Até 25 de abril.

TEATRO ZIEMBINSKI

Rua Heitor Beltrão s/n , Tijuca

INFANTIL O MÁGICO DE OZ –Adaptação e direção de Cristiane Sanctos, Raphael Miguel e Rodrigo Souza. Com Cristiane Sanctos, Leandro Bertholini, Leonam de Morais, Mariana Cônsoli, Nathália Muniz, Raphael Miguel e Rodrigo Souza. Sábados e domingos, às 17h, R$ 16.

ADULTO RUA DOS SONHADORES – Texto de Renata Mizrahi e direção de Diego Molina, com Bruno Perlatto, Diego Molina, Elisa Pinheiro, Daniela Fontan e Renata Mizrahi. De sexta-feira a domingo, às 20h, R$ 6.

 Lonas culturais

LONA CULTURAL CARLOS ZÉFIRO

Estrada Marechal Alencastro s/nº Anchieta

 TELEFONE 3355-4318

MÚSICA ROCK NA LONA – Show com bandas de rock, dia 14, sábado, às 18h, R$ 6. DANÇA BAILE DA TERCEIRA IDADE – Dia 27, sexta-feira, às 19h, R$ 10. TEATRO INFANTIL A PEQUENA SEREIA – Dia 1º, domingo, às 17h, R$ 6. ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS – Dia 15, domingo, às 17h, R$ 6. A FORMIGA FOFOQUEIRA – Dia 22, domingo, às 17h, R$ 6. OS MÚSICOS DE BREHMEN – Dia 29, domingo, às 17h, R$ 1. CTEATRO ADULTO O CABARÉ SEM CENSURA – Dia 13, sexta-feira, às 20h, R$ 10. 

LONA CULTURAL ELZA OSBORNE

Estrada Rio do A 220  Campo Grande

TELEFONES 3406-8434 / 3406-8552.

TEATRO INFANTIL BIA BEDRAN & BANDA – Espetáculo Cabeça de Vento, dia 1º, domingo, 18h. R$ 20, os primeiros 400 pagam meia entrada. TEATRO OS IMPROVISÁVEISTalk show, dias 6 e 27, sextas-feiras, às 20h. R$ 10. Dia 14/4 - 21h.

LONA CULTURAL HERBERT VIANNA

Rua Ivanildo Alves s/n

 Preço: Entrada franca

 VIA SACRA NA LONA – Com direção de Didi de Aquino e um elenco de 35C pessoas, dia 6, sexta-feira, às 18h30. MÚSICA ROCK NA LONA – Show com a banda EDILSONCUberro e mais duas bandas na abertura, dia 7, sábado, às 22h, R$ 5.  JOVENS DO AXÉ C ERNESTO E CONVIDADOS – Show com o cantor, dia 8, domingo, às 19h. 

LONA CULTURAL HERMETO PASCOAL

Praça 1º de Maio s/nº , Bangu

TELEFONE 3332-4909

Preço: Entrada franca

BATE LATA –CTEATRO – De 6 a 10 anos, quintas-feiras, às 19h; COFICINAS  Sextas-feiras, às 14h; OFICINAS – R$ 30 DANÇA DE SALÃO – Terças-feiras, às 19h; TEATRO – De 11 a 16 anos, segundas-feiras, às 17h; sábados, às 8h e às 10h; TEATRO ADULTO – Segundas-feiras, às 19h; sábados, às 13h;

LONA CULTURAL JOÃO BOSCO

Avenida São Félix  601 Vista Alegre

TELEFONE 2482-4200 

PAIXÃO DE CRISTO – Com direção e texto de Silvio Curty e produção executivaC de Duva Lopes, Joel Lana e Marcus Vinicius, dia 6, sexta-feira, 20h. MÚSICA CALDOS & CANJAS – Roda de samba com Luiz Carlos da Vila e convidados. Os caldos ficam por conta de Dona Jane, esposa do poeta, que também apresenta um jiló empanado, dia 1º, domingo, 14h, R$ 6. OS BRITOS - TRIBUTO AOS BEATLES – Show com George Israel, Guto Goffi, Nani Dias e Rodrigo Santos. No repertório, sucessos da banda inglesa, e da MPB, dia 13, sexta-feira, às 22h, R$ 16,

LONA CULTURAL SANDRA DE SÁ

Praça do Lote 219

TELEFONE 2394-0175 Preço: Entrada franca

 MÚSICA SARAU REPERIFERIA – Dia 8, domingo, às 19h. SHOW DE MPB – Dia 22, Cdomingo, às 20h. TEATRO CONTAÇÃO DE HISTÓRIA – Dia 15, domingo, às 17h.  OFICINAS TEATRO INFANTIL – Sábados, às 14h; TEATRO ADULTO – Quartas e quintas-feiras, às 19h; CIRCO – Quintas-feiras, às 17h30; DANÇA DE SALÃO – Sextas-feiras, às 19h; FUTEBOL – Terças, quartas, quintas e sextas-feiras, às 17h.

LONA CULTURAL TERRA

Rua Marcos de Macedo s/nº  Glória

 FOME DE MÚSICA – Show com a Banda Matriz, especializada em sucessosCMÚSICA  dos anos 80. Dia 1º, domingo, às 21h. Colabore com 1kg de alimento não-perecível. FABIANO MEDEIROS – Show com o músico de Guadalupe que mostrará todo o seu talento e repertório no palco da Lona, dia 20, sexta-feira, às 21h, R$ 10. TEATRO INFANTIL ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS – A história da menina que corre atrás de um coelho branco e vai CESTA BÁSICACparar num mundo de fantasia, dia 22, domingo, às 17h, R$ 6. EVENTO – Espaço aberto pra novos artistas mostrarem seu talento, dia 29,  OFICINASCdomingo, às 18h. Colabore com 1 kg de alimento não-perecível 

Centros culturais e museus

ARQUIVO GERAL DA CIDADE

Rua Amoroso Lima 15 Cidade Nova

Horários: Aberto ao público para pesquisas de segunda a sexta-feira, de 9h às 17h30.

Preço: Entrada franca

O Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro guarda antigas coleções de documentos e de personalidades do Rio Antigo.

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL

Rua Primeiro de Março, 66 Centro

Terça a domingo, 10h às 21h

Exposição: IMPRESSÕES ORIGINAIS: A GRAVURA DESDE O SÉC. XV até 29 de abri; SIRON FRANCO até 6 de maio.

CENTRO CULTURAL DOS CORREIOS

R. Visconde de Itaboraí, 20 Centro

Terça a dom. de 12h às 19h

SELEÇÃO DE ARTE CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA até 15 de abril.

CENTRO CULTURAL JOSÉ BONIFÁCIO

Rua Pedro Ernesto 80 Gamboa

 EXPOSIÇÃO PARANGOLHAR - De segunda a sexta, das 10h às 20h; sábado, das 10 às 17h. MÚSICA MATINÊ BONI BLACK – Baile, com jovens que aprendem, gratuitamente, dia 21, sábado, de 16h às 20h.

CENTRO CULTURAL ODUVALDO VIANNA FILHO

Praia do Flamengo 158

 Preço: Entrada franca

 CICLO DE PALESTRA FILOSOFIA - Com o professor Luiz Carlos de Oliveira e Silva que fará palestra sobre a tragédia grega. Ésquilo, considerado o criador das tragédias gregas, abordava, na peça Oréstia, o destino e a fatalidade por meio da vontade divina e das paixões humanas. Inscrições no Castelinho do Flamengo, de terça a sexta-feira, de 11h às 19h, dias 5, 12 e 26, quintas-feiras, de 18h às 19h30. MÚSICA VIOLÕES CLÁSSICOS - Apresentação dos violonistas André Trindade, Fábio Neves, Gabriel Novotny e Vitor Budóia, bacharelandos da UFRJ. Dia 21, sábado, às 17h. SARAU NO CASTELINHO - Reunião dos integrantes da Associação de Violão do Rio para troca de experiências, idéias e informações. Traga seu violão e participe, dia 7, sábado, de 15h às 18h. MIDIATECA Internet, vídeos, DVD’s e conteúdos de artes visuais. O acesso ao acervo da Midiateca do Castelinho é gratuito, de terça a sexta, de 10h às 20h.

CENTRO DE ARTE HÉLIO OITICICA

Rua Luís de Camões 68 Centro

 O Centro, instalado num prédio neoclássico do século XIX, preserva e divulga a obra de Hélio Oiticica. Visitação de terça a sexta-feira das 11h às 19h; sábados, domingos e feriados das 11h às 17h.

ECOMUSEU

Rua das Palmeiras Imperiais s/n Santa Cruz

 Horários: Aberto ao público de segunda a sexta-feira, de 9h às 17h.

Preço: Entrada franca

 EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA COMUNIDADE E MEIO AMBIENTE - No momento em que os cientistas de todo o mundo revelam a situação preocupante das condições ambientais de nosso planeta, um grupo de jovens da Zona Oeste arregaça as mangas e, através de fotografias, mostra imagens da Mata Atlântica com a intenção de conscientizar a comunidade na preservação do meio ambiente.

MEMORIAL GETÚLIO VARGAS

Praia do Russel s/nº Glória

Horários: De terça-feira a domingo, das 10h às 19h.

Preço: Entrada franca

 Além de retratar a trajetória do presidente da República que, ao se suicidar a 24 de agosto de 1954, mudou a História do Brasil, o Memorial serve de núcleo para a reflexão política sobre as cinco primeiras décadas do século 20 no Brasil. Uma exposição permanente enfatiza a passagem de Getúlio pelo Rio de Janeiro, então capital federal, onde viveu o momento mais importante de sua carreira política. Ao lado da exposição há livraria, café e cinema.

MUSEU DA CIDADE

Estrada de Santa Marinha s/nº Gávea

 Preço: Entrada franca

 ACERVO O vasto acervo do Museu proporciona ao público informações sobre a história da nossa cidade, desde sua fundação. O acervo está aberto ao público de terça a sexta-feira, de 10h às 16h; sábados, domingos e feriados, de 10h às 15h. EXPOSIÇÕES PAINÉIS DE GLAUCO RODRIGUES - Os painéis retratam quatro personalidades brasileiras do século XIX e início do século XX: o escritor Machado de Assis, o empresário Barão de Mauá, o prefeito Pereira Passos e o médico Oswaldo Cruz.

PARQUE DAS RUÍNAS

Rua Murtinho Nobre 169

Preço: Entrada franca

 TEATRO INFANTO-JUVENIL A PRINCESA DE BAMBULUÁ – Grupo Arte e Manha, dia 15, domingo, às 11h. MÚSICA VERTENTES CARIOCAS - Orquestra Lunar - Formada por mulheres ., dia 15, domingo, às 18h. Quarteto Repercussão, dia 29, domingo, às 18h. MÚSICA NO MUSEU – Recital com o Trio Belas Artes, dia 7, sábado, 11h30. EXPOSIÇÃO GRUPO PAREDE – curadoria de João Magalhães e apresentação de Marisa Flórido. No dia 14, sábado, haverá um debate sobre Intercâmbio Cultural na Cena Contemporânea, com João Magalhães, mediador; Luiz Ernesto, professor da EAV do Parque Lage; Jaqueline Vojta, artista plástica; Marcio Botner, diretor da galeria Gentil Carioca; Walter Goldfarb, professor da EAV do Parque Lage e Roberta Alencastro, diretora de projetos de arte e cultura da Prefeitura do Rio/SMC, dia 14, sábado, às 17h.

Teatro municipal

 ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO - A Orquestra Sinfônica Brasileira , que é patrocinada pela Prefeitura, fará este mês quatro apresentações no Theatro Municipal, Praça Floriano s/n, Cinelândia. 12, quinta-feira, às 20h. Ônix Noturna Com Edvard Tchivzhel, regência; Karen Gomyo, violino. Obras de Sibelius e Franck. R$ 12, Turmalina Pianistas Com Sergei Babayan, solista; Edvard Tchivzhel, regência. Obras de Rameau, Mozart, Prokofiev e Stravinsky. R$ 15, Galeria; 28, sábado, às 20h. Ametista Noturna Roberto Minczuk, regência; Yamandú Costa, violão. Obras de José Siqueira, Maurício Carrilho, Wagner e R. Strauss. R$ 12. 29, domingo, às 11h. Concertos da Juventude Roberto Minczuk, regência; Yamandú Costa, violão. Obras de R. Strauss e Maurício Carrilho. R$ 1, preço popular.


 

                              

 

Rio cedia festival internacional de documentários

 

Por Julianne Gouveia

 

Aconteceu entre os dias 23 de março e 1º de abril o festival “É Tudo Verdade”, o maior evento dedicado a documentários da América Latina. Foram exibidos 141 filmes no CCBB, no Odeon BR, no Centro Cultural da Justiça Federal, no Espaço Oi Futuro e ainda no Ponto Cine Guadalupe. Crescendo mais a cada ano, a 12ª edição do festival, contou este ano com filmes, exibidos em quatro capitais, São Paulo, Brasília, Porto Alegre e Rio, além de Campinas.

Os homenageados deste ano foram o cineasta polonês Krzysztolf Kieslowski, diretor da famosa “Trilogia das Cores”, e o documentarista Linduarte Noronha. A Retrospectiva Kieslowski exibiu 17 documentários do diretor, além de mais três filmes sobre sua vida e obra. A homenagem ao pernambucano Linduarte Noronha reuniu filmes dirigidos por ele e ainda marcos da escola documental paraibana.

O Festival apresentou duas competições brasileiras e duas internacionais, tanto de longas quanto de curtas. O vencedor da competição nacional levou R$ 100 mil.

A mostra Hors Concours contou com documentários de grande projeção que estavam fora da competição, mas mereceram destaque especial, como os indicados ao Oscar deste ano “Iraque em Fragmentos” e “Acampamento de Jesus”. O Estado das Coisas traz 17 recentes e importantes produções, como “11/9: A Verdade Urge” e “A Filha do General”, um retrato da resistência da primeira presidente do Chile, Michelle Bachellet. A seção Horizonte apresentou 7 filmes de linguagem cinematográfica diferenciada, tais como “Kobe”, produção alemã que através de imagens cruas e sons naturais revela o cotidiano da cidade japonesa arrasada por um terremoto em meados da década de 90. “Caroneiros”, de Martina Rupp, que reflete sobre a identidade do povo latino, é o único documentário brasileiro do Foco Latino-Americano, mostra com 7 recentes produções latinas.

 

Brasileiros inéditos

Handerson e as Horas”, de Kiko Goifman, “Histórias do Rio Negro”, de Luciano Cury, “O Mundo em Duas Voltas”, de David Schürmann e “Sempre no Meu Coração”, de Andréa Pasquini são os quatro documentários brasileiros inéditos que vão fazer premiéres fora de concurso dentro do foco Projeções Especiais. A seção ainda contará com o dinamarquês “Tintin e Eu”, uma entrevista-documento com o criador do famoso personagem dos quadrinhos, e “O Planeta”, longa sueco que tenta desvendar as verdades e mentiras sobre o alarme mundial do aquecimento global.

O festival também vai levar às salas brasileiras o melhor dos festivais franceses e do IFDA///, o maior competição de documentários do mundo. O jurado internacional Jay Rosemblatt também ganhou uma mostra com alguns de seus curtas experimentais.

Os filmes mais esperados do É Tudo Verdade é a produção americana “Fabricando Polêmica – Desmascarando Michael Moore”, de Debbie Melnyk e Rick Caine. O longa, de 77 minutos, destrincha os artifícios não tão realísticos utilizados pelo maior documentarista americano da atualidade em grandes produções como “Farenheit: 11 de Setembro” (2004) e “Tiros em Columbine” (2003), que incluem manipulação de situações e caprichosas edições. Entre os documentários nacionais, o destaque fica para cinebiografia “Maria Bethânia – A Pedrinha de Aruanda”, de Andrucha Waddington, que retrata a vida da cantora em momentos privados, entre amigos e familiares.

 

 


Ajornal

Por Fábio Jardim

 

Segundo o jornal O Dia, que considerou o evento da passeata, direito garantido pelo cidadão, para cobrar dos seus governantes proteção e zelo, o “confronto” entre crianças e adolescentes e os truculentos policias, dos quais, segundo o jornal, três ficaram feridos contrapondo com outros três adolescentes detidos.

Embora o que se via no início da passeata eram grupos de adolescentes com tambores, cartazes e animação, numa inocente intenção de promover um agito no centro da cidade, em sua principal avenida comercial, chamando assim a atenção da opinião pública, para a decisão judicial, publicada no Diário Oficial do Estado na última quinta-feira, que considerou o passe-livre inconstitucional. A medida do Tribunal de Justiça atendeu a uma ação das empresas de ônibus do estado.

Confesso que até eu, que vos escrevo não estava sabendo de tal decisão que no mínimo me indigna.

Segundo a assessoria de imprensa da Federação das Empresas de Transporte, que vem aumentando as passagens nos últimos anos, acima do valor legal -  empresas viciadas em lucrar e acumular riqueza - o objetivo não é acabar com o direito dos estudantes, mas garantir que os custos de suas passagens sejam pagos pelo Estado, e não pelas empresas. A prefeitura do Rio defende o benefício, além de conceder periodicamente os aumentos abusivos.

Tais jornais assim como a policia, funcionários desse sistema formado para poucos, preferem discutir a menor idade penal, matando assim dois “coelhos com uma cajadada”, acuando o jovem, em seu vigor cívico, seu esplendor e a coragem da sua rebeldia, além de afastar as atenções, desviando os olhares das manipulações, até do próprio jornal em questão.

É importante por em pauta a questão da violência urbana que surge de todos os lados; de um o poder que não permite questionamento, utilizando de força para incitar medo; de outro a falta de educação com seu ensino precário e suas escolas despreparadas. Ainda assim resolvem dificultar ainda mais o acesso ao ensino, que já a muito tempo é considerado moeda valiosa, aumentam as possibilidades de criarem jovens marginais, sem perspectivas nenhuma de vida e sem nada a perder, e com sorte com uma arma na mão para se defender do cacete do guarda e sentir também o gostinho do poder de deixar o outro com medo, acuado.

 

Bares agitam a vida noturna do carioca

Espalhados pela cidade são uma ótima opção para quem quer se divertir

Por Joanna Amparo Sant ´Anna

 

Quem nunca parou num barzinho para tomar um chope depois do trabalho, curtir um happ-hours, bater papo com amigos e até mesmo para paquerar ?

Ponto de encontro de pessoas de todas as tribos, idades e credos, os bares agitam o Rio de Janeiro de segunda a segunda e “distribuem” diversão por todos os pontos da cidade. Da revitalizada Lapa à Barra, do Centro à Zona Norte, não faltam bares interessantes. Para atrair cada vez mais clientes e atender as expectativas do seus públicos, os bares possuem as mais variadas formas e estilos, oferecendo diversas atrações, bebidas e petiscos.

Na Zona – Norte o bar do  Adonis , na Rua São Luiz Gonzaga em Benfica, lota principalmente nos finais de semana. O chope da casa viaja por uma serpentina de 90 metros e a caldeireta de 350 ml custa R$ 3,30. O cardápio reserva aos clientes petiscos saborosos e tem como carro-chefe o bolinho de bacalhau. O bar Salete localizado na Rua Afonso Pena, na Tijuca, foi fundado há quase 50 anos e também é bastante famoso. Tem como principal atração uma serpentina de 120 metros. O elogiado chope, da Brahma, custa R$ 2,50 (300 ml) e R$ 2,00 (200 ml). Outro produto que fez a fama do boteco à moda antiga são as empadinhas de camarão, palmito e frango.

Na Barra da Tijuca, o Bar do Oswaldo é ponto de partida para os cariocas que irão curtir as inúmeras boates que localizam-se no bairro. As batidas são a marca da casa e totalizam treze sabores, como coco, maracujá, amendoim, chocolate e limão, servidas em copos de 180 ml, ou garrafa de um litro.

Outro destaque é o Cervantes, na Avenida Prado Júnior, no Leme, que há 51 anos é um porto seguro para os boêmios, destaca-se pelos sanduíches saborosos, preparados com impressionante rapidez. O atendimento é feito no salão e no balcão, indicado para os fumantes. O mais pedido é o de filé mignon com queijo e abacaxi. O chope Brahma e a caipirinha refrescam as noites do público.

 

Tradição e happy-hours tomam conta do Centro

Alguns dos bares mais tradicionais ficam no Centro do Rio. É o caso do Amarelinho, que fica na Cinelândia. Com mais de oitenta anos, atrai público eclético, de estudantes a engravatados e em datas cruciais para a política da lugar a concentrações e protestos.Para acompanhar o chope Brahma, frango à passarinho ou porção de carne-seca com aipim. No segundo andar, festas com DJs, às sextas-feiras, a partir das 19h. O Carioca da Gema, na Lapa, é a receita de boa música ao vivo principalmente samba e choro, e junto com as comidas e bebidas lotam a casa. Na programação fixa tem roda de samba com Paulão 7 Cordas e o cantor Rhichah, às segundas; o grupo Tempero Carioca, às quartas; e Teresa Cristina e o Grupo Semente, às sextas. Para repor as energias, bolinhos de carne-seca com catupiry e abóbora vendidos a unidade.

Variedade é atração na Zona Sul

Na Zona – Sul a quantidades de bares é enorme e fica até difícil escolher alguns para listar. Entre os mais antigos, mas sempre famosos está o Jobi, no Leblon. A casa que tem mais de cinqüenta anos, foi eleita o melhor barzinho pelos jurados da Revista Veja RIO, e venceu sozinho duas importantes categorias – boteco e saideira. Além de ter empatado no quesito chope com o novato Botequim Informal. Uma parcela do tal "carisma" da casa é fruto do bom atendimento e da boa cozinha. O cardápio reserva delícias para qualquer grau de fome. Do bolinho de aipim com carne-seca e catupiry à farta porção de carne-de-sol com aipim. Tudo acompanhado, obviamente, pelo chope bem tirado. Mas o melhor é que a casa não fecha antes das 4 da manhã, se tiver gente nas mesas. "Nós não jogamos água no pé de ninguém e servimos mais de uma saideira", diz Manoel, um dos donos do bar. A atriz Dira Paes, eleitora convicta, confirma: "Pode ir que vai estar aberto". Com certeza. Outro famoso na região é o Belmonte. A casa na Praia do Flamengo deu origem à consagrada rede de botequins, que tem filiais no Leblon, Ipanema, Jardim Botânico, Copacabana e Lapa.Petiscos típicos de boteco dividem a preferência com opções exóticas, como o javali aperitivo.

                      

 

 


Borat: a sexta pessoa mais famosa do Cazaquistão

 

                                           Por Diego Rufino

 

Sacha Baron Cohen é um comediante inglês de 35 anos de idade. Formado pela, Universidade de Cambridge e ficou conhecido por sua série de tv de “Da ali G Show”, produzida pelo canal HBO. Onde interpreta o rapper branco Ali G, o fashionista austríaco Bruno e, ele, o repórter cazaque Borat Sagdiyev. Este último elevou a sua carreira a um novo patamar através do documentário de mentira Borat – O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América”. A sua atuação rendeu um Globo de Ouro na categoria de Melhor Ator de Comédia ou Musical.

O filme possui elementos de comédia, do humor sutil ao escatológico. Logo na abertura do filme Borat mostra o Cazaquistão como sendo país habitado por misóginos, anti-semitas, deficientes mentais, incestuosos, estupradores e prostitutas. O destaque fica pra quando Borat apresenta a sua própria irmã, sem antes lhe dar um beijo na boca e destacar que ela é 4ª maior prostituta do Cazaquistão. Mas, logo em seguida, Borat é enviado para os Estados Unidos, pelo Ministério das Comunicações, junto com seu parceiro Azamat Bagatov, para filmar um documentário sobre a cultura americana com o objetivo de melhorar o seu país de origem.

Nos EUA ele tenta de todas formas manter contato com a população, mas acaba sendo hostilizado ao tentar beijar as pessoas no meio da rua. Mas, é lá que ele acaba se apaixonado pela atriz Pamela Anderson, e decide cruzar o país em busca do seu novo amor. Dá aí pra frente, as confusões vão aumentando exponencialmente. E Borat consegue mostrar o seu maior talento, fazer com que as pessoas mostrem os seus preconceitos de maneira natural. Durante a sua jornada, o repórter cazaque, consegue cutucar as feministas, tirar sarro dos judeus – dando à impressão que são monstros assassinos com chifres -, negros, religiosos, gays e texanos.

O auge da viagem é quando Borat é convidado pra cantar o hino nacional dos Estados Unidos, em um rodeio, no Texas. Ele insufla a platéia com dizeres sobre a guerra do Iraque, desejando que o presidente Bush beba o sangue de cada homem, mulher ou criança iraquiana. Mas o êxtase da platéia se transforma em ódio, quando ele usa a melodia do hino nacional americano pra cantar uma música em homenagem ao seu país natal.

Borat – O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América” é uma comédia, porém, consegue levantar algumas questões interessantes. Como Sacha não tem medo de fazer humor, acaba trazendo à tona discussões sobre o politicamente correto, a liberdade de expressão, racismo e preconceito, simplesmente expondo a opinião de pessoas comuns. Mas a polêmica envolvendo o governo cazaque foi o principal combustível do filme.

 

Como é realmente o Cazaquistão?

 

O filme chegou a ter a sua exibição proibida nos cinemas do Cazaquistão. Esta ex-republica soviética, que possui parte de seu território na Ásia e outra pequena parte na Europa. O país vive quase que unicamente do petróleo.  Nursultan A. Nazarbayev é o presidente eleito do país desde de 1991, pesam sobre ele acusações de fraude eleitoral e cerceamento de liberdades civis. O governo cazaque também anunciou que iria processar Sacha Baron Cohen, mas acabou voltando atrás e decidiu investir em uma forte campanha de marketing, tentando mostrar que o Cazaquistão é exatamente o oposto do país mostrado por Borat. O irônico da situação é que todos saíram ganhando na polêmica Borat x Cazaquistão. Cohen conseguiu emplacar um sucesso de proporções mundiais, o DVD do filme é sucesso até no Cazaquistão, batendo recordes no site de vendas Amazon. Por outro lado, o Cazaquistão se beneficiou ao conseguir um espaço na mídia mundial. O Governo chegou a lançar um anúncio publicitário de quatro páginas no “The New York Times”. Ou seja, o humor, bem feito, acaba sendo benéfico para todos.

 

                                                                          

 

Rio de Janeiro: O Filme

Uma visão sobre o universo carioca ainda não explorado cinematograficamente

                       Por Luiz Alexandre

 

Uma certa insatisfação me vem quando vejo o cinema brasileiro. Não que ache que faltem filmes de qualidade, e não tenho aquela visão preconceituosa e datada de que “cinema brasileiro só tem baixaria”. Ao contrário, acho que a baixaria é um elemento que pode ser muito divertido, e é uma coisa que muito nos agrada, desde que não nos envolva (aliás, muitos sentem falta das baixarias, mas isso não vem ao caso). É interessante também que companhias de cinema do Rio de Janeiro têm desenvolvido obras interessantes e muito bem acabadas, sem deixar a desejar graficamente, como o filme Redentor.

Mas, sinto que a cidade ainda não foi explorada como devia. Aliás, acho que existem certos gêneros cinematográficos que deviam ganhar certa relevância no cinema, e o Rio poderia servir de cenário para muitíssimas delas. Afinal, é a cidade brasileira com maior exposição no mundo, que atrai milhares de negócios e turistas, de todo o planeta, e onde todos os grandes acontecimentos ganham destaques em todo o país. São Paulo pode tentar o quanto quiser, mas o Rio de Janeiro ainda é o grande cartão postal, a janela para os estrangeiros.

Por exemplo? O cinema policial e de ação. Temos a polícia que mais mata, as manchetes policiais continuam sendo as mais procuradas, convenhamos que inspiração é o que não falta. Poderiam explorar mais as origens de organizações criminosas, como o Comando Vermelho (algo que, ao que me parece, foi feito no filme Quase Dois Irmãos), algo sobre as milícias, os jovens de classe média se engalfinhando em boates, os mesmos muitas vezes envolvidos no tráfico de drogas, prostitutas, malandros, favelas, enfim, uma série de elementos. Se eles filmaram a vida de gente como Al Capone, porque não filmarmos dos nossos mais temidos foras-da-lei? Eu acredito que uma cinebiografia de Zé do bigode, falecido membro do Comando Vermelho, poderia ser tão fascinante quanto clássicos do cinema americano. Se existem filmes de mafiosos, filmes de tríades e de yakuzas, porque não mais obras falando da vida de traficantes? Acho que Cidade de Deus funcionou muito bem como um misto de cinema de cunho social misturado com popular, acredito que é um universo que pode ser explorado ainda mais. Honestamente, acho que o “cinema de macho” brasileiro pode fazer bonito tanto no mercado brasileiro quanto no internacional. Afinal, se o público das TVs a cabo têm gostado da performance do policial Vicky Mackey (interpretado por Michael Chiklis) em The Shield, porque não explorarmos a visão de mundo e sobre o que é certo e errado de nossos policiais?

Há alguns anos atrás li uma entrevista com o diretor Jorge Furtado (diretor de filmes elogiados como O Homem que Copiava) onde dizia não entender a falta de investimento no cinema voltado ao público adolescente, afinal, são os adolescentes a maior parte dos espectadores. Acredito que algumas mudanças ocorreram desde então, existe uma maior segmentação no mercado brasileiro, mas me pergunto: E os jovens cariocas? Só são abordados os dramas dos moradores de favelas, e seus conflitos em se manterem livres ou não do tráfico, mas os conflitos internos, menos dramáticos, mas sempre tão fascinantes, já que todos os experimentam em algum momento da vida? Desde comédias, a dramas e até mesmo (por que não?) suspenses e filmes de terror, poderiam ser muito bem recebidos, embora com estranhamento inicial.

O Rio é um lugar sem igual. Onde a feiúra e a beleza se enfrentam todos os dias, onde o caos e a criação vivem lado a lado, que encanta, apaixona, assusta, cativa. Berço de histórias surreais, de amor e de ódio. Só mesmo sendo cego para não notar isso. E digo mais: temos inspiração para transformar o Rio num lugar tão surreal quanto Nova Iorque, no mundo fantástico da ficção. Só falta agora um certo império parar de investir em “especiais de TV cinematográficos” e rezar para que diretores de talento e com idéias realmente interessantes ganhem mais espaço (e dinheiro) para a realização desse projeto.

Talvez ao ler o texto, você possa estar pensando: ”Mas então você quer copiar Hollywood? Isso é inviável!”. Mas claro que é inviável, mas não é apenas em Hollywood que vem em minha mente. O cinema italiano, por exemplo, era conhecido com “cinema de cópia”, sempre fazendo versões “carcamanas” de sucessos americanos, mas eles sempre o fizeram de uma maneira bem própria, criando clássicos por seus próprios méritos. É só olharmos para os seus clássicos faroestes. Eles pegaram um gênero 100% norte-americano e desenvolveram obras únicas, em muitos casos superiores. Qualquer um que assiste Três Homens em Conflito, de Sérgio Leone, ou Keoma, de Enzo Castellari, sabe o quão interessantes e únicos os spaghetti westerns são. Uma vez que li que ninguém faz um filme de samurais igual a um japonês, assim como ninguém faz um filme de cowboys como um italiano. E embora o gênero esteja praticamente morto (embora Castellari planeje voltar), deixou sua marca no cinema mundial. E acho que nós podemos fazer o mesmo, se tentarmos com vontade.

 

 

 


Uma mistura de sabores

As diversas opções de gastronomia do carioca

Por Jacqueline Carvalho

 

A gastronomia do Rio de Janeiro reflete as variadas influências que a cidade recebeu e ainda recebe, tanto de outros Estados quanto de estrangeiros que vieram para cá no decorrer do tempo. Um dos lugares que consegue reunir esta diversidade cultural é o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, onde funciona a tradicional Feira de São Cristóvão. O programa atrai cerca de 450 mil visitantes por mês, entre turistas e cariocas. Com entrada gratuita, a Feira oferece 35 restaurantes da culinária nordestina. Entre os pratos típicos estão, Carne de Sol, Macaxeira, Buchada, Arroz de Leite e Feijão Verde.

A Feijoada é reconhecida não só como um prato carioca, mas sim como parte integrante da culinária nacional. A explicação mais difundida sobre a origem da Feijoada é a de que os senhores das fazendas de café, das minas de ouro e dos engenhos de açúcar davam aos escravos os "restos" dos porcos presentes em seus banquetes. O cozimento desses ingredientes, com feijão e água, teria feito nascer a receita. O prato pode ser encontrado na Casa da Feijoada, localizada em Ipanema.

A comida mineira também faz sucesso no Rio de Janeiro. O cardápio inclui Carne Seca na Moranga, Farofa, Leitão a Pururuca, Bolinho de Aipim e o tradicional Pão de Queijo. O restaurante À Mineira consegue reunir os pratos típicos da região.

O churrasco também tornou-se uma opção muito requisitada pelos cariocas. Devido a influência dos imigrantes italianos e alemãs, o Sul virou pioneiro no consumo de carnes grelhadas complementadas por saladas e variados acompanhamentos, como polenta e agrião.

 

Imigração portuguesa

Não se pode esquecer a inegável mudança que os colonizadores portugueses causaram nos hábitos alimentares do brasileiro. Entraram para o cardápio a bacalhoada, comida nacional de Portugal, que pode ser feita de 365 maneiras diferentes, as sardinhas e os frutos do mar, que também passaram a ser muito apreciados. Entre os restaurantes mais populares estão o Adegão Português e o Bar Luiz.

As sobremesas baseadas na gema de ovo, como doces, bolos e pudins, também podem ser facilmente encontradas nos restaurantes e padarias cariocas.

Com certeza, fome é que o carioca não vai passar.